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Este site tem como objetivo principal divulgar e comentar informações relevantes de trabalhos científicos recentes, publicados em periódicos de alto impacto mundial, e que abordam temas da Fisioterapia baseada em evidências, nas áreas de Fisioterapia Neurofuncional e Traumato-ortopédica Funcional.
Eventos, links e notícias relacionados também podem ser divulgados.
Nesta segunda-feira, dia 28/06/10, às 21 horas, ocorrerá a segunda palestra do programa CUIDADORES NA WEB (clique aqui). Para participe ON LINE AO VIVO!!!! Para fazer sua inscrição, basta clicar aqui.
Totalmente gratuito, neste primeiro será tratado o tema Tratamento da Doença de Alzheimer.
Os próximos são:
3. O papel do cuidador – 10/08/2010
4. Equipe multiprofissional – 17/08/2010
5. Cuidando do cuidador – 09/11/2010
A Associação Brasileira de Alzheimer e doenças Similares (ABRAz), promotora do evento, solicita apoio e presença de vocês, cuidadores e profissionais envolvidos com o cuidado aos portadores da doença.
"Estejam on-line durante a apresentação e discussão do tema, que será ao vivo. Cadastrem-se e enviem suas duvidas, perguntas e e-mails para o programa, durante a sua apresentação.Entrem neste endereço para verem como funcionará. Até lá!!!!!" - ABRAz.
Fonte: ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer e de Doenças Similares
Cientistas deram mais um passo importante para compreenderem como o simples espetar de algumas agulhas no corpo é capaz de aliviar a dor.
Em um artigo publicado na revista Nature Neuroscience, a equipe da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, identificou a molécula adenosina como um elemento central na ativação no corpo de alguns dos efeitos da acupuntura.
Partindo desse novo conhecimento, os cientistas foram capazes de triplicar os efeitos benéficos da acupuntura em camundongos por meio da adição de um medicamento aprovado para tratar a leucemia.
A queda do idoso é considerada, atualmente, um sério problema de saúde pública mundial, (incluindo, sim, o Brasil!). Abordagens multidisciplinares com fisioterapia ganharam destaque nos últimos anos como recursos efetivos e eficientes e são cada vez mais recomendadas em diretrizes clínicas. Recentemente, novas evidências foram demonstradas. Tais dados podem justificar a abertura de espaços de tratamento individualizado ou em grupo na comunidade para atuação fisioterapêutica.
A queda do idoso tem forte relação com fraturas, principalmente de fêmur. Atualmente, todos os municípios brasileiros são monitorados anualmente quanto ao número de fraturas de fêmur ocorridas. Este número é considerado como um dos mais importantes indicadores da saúde pública nos municípios brasileiros, tornando a prevenção de quedas uma prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS), não apenas pelo alto custo que significa para o sistema e a sociedade, mas também pelas limitações que impõem ao sujeito que cai e sua família.
Estratégias para se prevenir quedas nos idosos são urgentes e devem começar a disseminar em todos os municípios brasileiros nos próximos anos. Tendo em vista este alto impacto social, cada vez mais são propostas estratégias para um manejo mais eficaz e eficiente possível deste grande problema.
No mês de maio, O BMJ(FI = 12,827) publicou um estudo clínico interessante, sugerindo que uma estratégia de reabilitação integrada (fisioterapia, terapia ocupacional e enfermagem) seria capaz de reduzir o índice de quedas ao longo de um ano se comparado aos cuidados usuais1.
Foi proposto um programa de intervenção multifatorial, que iniciava com atendimentos no domicilio e continuava com sessões ambulatoriais se indicado. Em domicílio os fisioterapeutas realizavam treinamento de força muscular e equilíbrio (pelo menos 6 sessões), os terapeutas ocupacionais avaliavam os riscos domésticos e propunham modificações do ambiente (corrimãos, suportes, tapetes, iluminação e treinamento para levantar-se do chão), e os enfermeiros revisavam a medicação e a pressão arterial. Quando necessário os pacientes eram encaminhados para revisão médica ou assistência social.
No ambulatório, foram realizadas até 12 sessões em grupo para prevenção de quedas, 2x/sem, por 2 horas. Uma hora de exercícios de fortalecimento e treino de equilíbrio (fisioterapia) e uma hora de atividades funcionais e educativas (terapia ocupacional). As sessões aboradvam também aspectos nutricionais, caminhadas, estratégias para melhorar AVD, riscos, equipamentos, calçados e como levantar-se do chão. Pacientes alocados no grupo controle foram orientados para procurar os serviços da rede social e de saúde usual.
O desfecho primário da pesquisa era o número de quedas no período de um ano. Havia outros desfechos secundários dos aspectos funcionais e qualidade de vida. Foram randomizados 204 indivíduos (102 em cada grupo), avaliados de forma cega no início e no final do acompanhamento, analisados por intenção de tratar.
Dos 98 participantes que terminaram o acompanhamento, apenas 19 (20%) realizaram as sessões em grupo no ambulatorio após os atendimentos domiciliares. Os demais, foram atendidos só em casa, sendo realizadas, em média, 9.9 (SD 8.8) sessões, totalizando 490 minutos de atendimento individualizado. Em média foram realizadas 8 sessões de fortalecimento muscular e 7,5 de treino de equilíbrio, e 13,5 de atividades funcionais.
Com esta proposta, a média de incidência de queda no grupo intervenção foi de 3,46 por pessoa por ano, enquanto no grupo controle foi de 7,68. Além disso, o indice de Barthel, questionário de Nottingham de AVD, o número de internações hospitalares com fratura e atendimentos de emergência por ambulância foram significativamente melhores no grupo intervenção. O tempo médio entre a randomização e a primeira queda foi de 21 dias no grupo controle comparado a 166 no grupo intervenção.
Resumindo, segundo os autores, um serviço de reabilitação voltado para a prevenção de quedas na comunidade para pessoas acima de 60 anos está associado a uma redução no índice de quedas de 55% no ano subseqüente. Este índice ficou acima dos 25% constatado pela revisão Cochrane sobre o assunto, que analisou 111 estudos clínicos com 55.303 participantes2. Segundo esta revisão, programas de exercícios voltados para o fortalecimento, equilíbrio, flexibilidade e resistência muscular, realizados individualmente ou em grupo, reduzem o risco de quedas e o número de idosos que vivem na comunidade que caem. Citam ainda: ajuste da medicação (ansiolíticos, remédios para dormir e antidepressivos), adequação do ambiente, cirurgia de catarata e marca-passo quando indicados como recursos efetivos.
Este estudo reforça a importância dos exercícios orientados por profissionais especializados, e demonstra a relevância de constituição de serviços multiprofissionais direcionados a prevenção de quedas e melhora da capacidade funcional de idosos em risco. Além de apontar um caminho importante para os tomadores de decisões, dá subsídios para elaboração de projetos direcionados a melhora dos indicadores de saúde dos municípios, estados e federação.
Fica a idéia e alguns links de vídeos sobre a campanha de prevenção de quedas em SP!
1. Logan PA, Coupland CAC, Gladman JRF, Sahota O, Stoner-Hobbs V, Robertso K, et al. Community falls prevention for people who call an emergency ambulance after a fall: randomised controlled trial. BMJ. 2010 On line first, 15 may;340(c2102):1-7.
2. Gillespie LD, Robertson MC, Gillespie WJ, Lamb SE, Gates S, Cumming RG, et al. Interventions for preventing falls in older people living in the community. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2009(Issue 2). OBS: Permitido cópia desde que citada a fonte adequadamente.
Assista ao vivo, mediante cadastro no site www.clubedamao.com.br. Após esta data, o evento fica disponível gravado. Outros eventos também estão disponíveis no site.
"Os desmaios repentinos podem comprometer a qualidade de vida das pessoas em função de traumas causados por quedas e ser mais agravante ainda se essa pessoa estiver dirigindo."
Pesquisa realizada com a colaboração de fisioterapeutas será apresentada no Congresso Mundial de Cardiologia e propõe um novo protocolo para diagnosticar a Síncope Vasovagal.
Prática cultuada por esportistas é utilizada no Hospital Israelita Albert Einstein sob orientação de fisioterapeutas. A fisioterapeuta Simone Przewalla aplica exercício de força e flexibilidade durante a sessão. O Pilates é atualmente um dos métodos mais procurados em academias por aqueles indivíduos que querem cuidar do corpo, da postura e da própria consciência corporal. Atento às novas necessidades de seus pacientes, o Einstein já oferece Pilates no tratamento de diversos problemas do corpo e também para pacientes em reabilitação. Na Europa e nos Estados Unidos, a prática do Pilates em tratamentos de saúde é cada vez mais utilizada. Agora, os pacientes do também podem contar com o método no Brasil.
“O programa oferecido pelo Einstein é excelente para pacientes que necessitam de fortalecimento, flexibilidade e estabilidade da coluna. Vimos que trazia esses benefícios e decidimos implantar no hospital como mais uma prática na busca de saúde e bem-estar”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, uma das responsáveis pelo programa de Pilates da instituição.
É com satisfação que apresentamos a revista homônima deste site "Fisioterapia em Evidência".
Lançada em abril de 2010, não tem vinculação com este blog ou com seu proprietário, mas divide a concepção nominal e o interesse por informação científico relevante para uma boa prática clínica.
Segundo sua apresentação pela responsável editorial, Dra. Sandra Mara Meireles Adolph, "A revista Fisioterapia em Evidência é uma publicação eletrônica semestral, com o objetivo de divulgar produção científica da área de fisioterapia. Pretende incentivar fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde ao aprofundamento científico. A revista recebe apoio e patrocínio da Faculdade Dom Bosco de Curitiba."
Seu número um traz cinco artigos de varios formatos e sobre diferentes assuntos. Duas séries de casos, um com mulheres sedentárias, e outro com mulheres praticantes de dança do ventre; um estudo clínico comparativo fase I sobre fibroedema gelóide; um estudo transversal sobre necessidade de fisioterapia numa unidade de saúde; e uma revisão de literatura.
Para acessar todos os números na versão eletrônica, clique aqui
Desejo boa sorte a equipe editorial e vida longa ao periódico.
"A ocultação do conhecimento é a arma usada rotineiramente pela indústria para não revelar resultados de testes clínicos com resultados negativos. O resultado, muitas vezes, é a morte do paciente."
Longe de ser novidade, questões éticas e a competição de interesse no trabalho e em pesquisas são recorrentes no dia-a-dia da atenção a saúde das pessoas. Afinal, quem não percebe o cabo de guerra da prescrição orientada pela indústria farmacêutica contra a indicação dos demais recursos terapêuticos não halopáticos, mesmo com o suporte das evidências, por exemplo?
São comentários sobre o artigo "Reporting bias in medical researche - a narrative review", publicado no Jornal Trials(Fator de Impacto = 1.743 ). Se preferir o artigo original, acesse aqui .
Vale o alerta de que uma adequada prática clínica baseada em evidências visa minimizar viéses, inclusive econômicos, e as questões levantadas no artigo devem ser analisadas sob uma ótica de como os aspectos globais da saúde (visando benefícios individuais) afetam nossas práticas locais, e algumas vezes podem nos influenciar a fazer opções terapêuticas que nem sempre são as melhores para os pacientes.
Recomendo considerar na reflexão não apenas a medicina, mas todas as áreas da saúde na interpretação deste texto, pois é uma narrativa sobre ética, provas científicas e acesso a informação, temas comuns a todas as profissões da saúde.
Arquivos Secretos da Medicina: como os pacientes são prejudicados na busca pelo lucro Por: Dra. Anna-Sabine Ernst – IQWiG
Fonte: Diário da Saúde "Ninguém sabe quantas vidas de mães e bebês foram salvos pelo fórceps obstétrico. Esse dispositivo tem sido parte do equipamento padrão de todas as maternidades há cerca de 250 anos. Entretanto, paira uma sombra sobre essa história de sucesso: depois que os irmãos Chamberlen desenvolveram o fórceps, no início do século 17, eles e seus descendentes usaram-no por 3 gerações, mas o mantiveram em total segredo dos outros médicos. Ao mesmo tempo em que, graças ao fórceps, a família Chamberlen se tornava rica e famosa, mães e bebês continuaram morrendo no resto do mundo, porque era como se o fórceps ainda não existisse, já que ele não estava disponível em nenhum outro lugar.
Segredos na Medicina
A história do fórceps obstétrico é um dos mais antigos exemplos documentados mostrando quais são as conseqüências que o segredo pode ter na medicina. Mas está longe de ser o único.
Continua aqui ...