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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Treinamentos abertos e gratuitos


A base de dados EBSCO oferece uma semana de treinamentos abertos via Webex todo mês. Estes treinamentos estão destinados a alunos, docentes, pesquisadores, bibliotecários e demais interessados.

Para registrar-se em um treinamento, clique aqui, configure seu navegador e selecione o(s) treinamento(s) de interesse. Ao clicar em “Registrar-se”, você será levado à página de registro que deverá completar com suas informações, em seguida receberá um e-mail de confirmação com um link direto para o treinamento, que você deverá acessar no dia e horário indicados.

Todos os treinamentos se encontram no horário oficial de Brasília, Brasil, portanto fique atento caso você se encontre em outro país ou estado em que exista diferença no fuso horário. Por fim, os treinamentos tem duração de aproximadamente 1 hora, necessitam um computador com internet e fones de ouvido/caixas de som. O ideal é que o participante ingresse o treinamento pelo menos 5 minutos antes do treinamento para configurar seu áudio.

Alguns exemplos de treinamentos disponíveis para os próximos dias:

Patient Education Reference Center (PERC)
Este treinamento faz uma revisão dos tópicos principais do PERC, que é um produto de saúde baseada em evidência, focado na orientação ao paciente, desde o diagnóstico até o procedimento de alta. O PERC foi um produto pensamento em hospitais, clínicas e instituições de ensino de saúde, com o próposito de orientar sobre os temas que cercam o principal objetivo de qualquer atividade de saúde: permitir a rápida e eficaz recuperação de seu paciente.
Data: Segunda-feira, 4 de março de 2013, às 13:00

Saúde baseada em evidência
Este treinamento fará um introdução dos do conceito de saúde baseada em evidência, apresentando qual a metodologia de desenvolvimento, qual o objetivo deles e por fim quais produtos da EBSCO possuem tal característica. O objetivo deste treinamento é familiarizar o participante com este produtos específicos EBSCO.
Data: Terça-feira, 5 de março de 2013, às 13:00 

Rehabilitation Reference Center (RRC)
Este treinamento faz uma revisão dos tópicos principais do RRC, que é um produto de saúde baseada em evidência, focado na orientação dos profissionais de saúde envolvidos no processo de rehabilitação. O RRC foi um produto pensamento em hospitais, clínicas e instituições de ensino de saúde, com o próposito de orientar sobre as doenças, condições, terapias e medicamentos envolvidos na recuperação de um paciente em rehabilitação.
Data: Quinta-feira, 7 de março de 2013, às 13:00 

Há outros treinamentos disponíveis no link acima. Para se inscrever nos treinamentos, é necessário um cadastro simples, preenchido em poucos segundos. Para participar, é só se conectar a ferramenta, via internet, através de áudio e vídeo.

Bom proveito!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quiropraxia e ética

Quero destacar um artigo brasileiro1 recente que aborda de forma bastante esclarecedora algumas relações de trabalho, prestação de serviço e competição no mercado privado de saúde do Brasil e do mundo, sob uma perspectiva bioética. Os autores partiram do ocorrido em São José, em 2008, quando estudantes americanos com visto de turistas praticavam ilegalmente a quiropraxia na população brasileira, como se em laboratório.
O estudo objetivou fazer “uma abordagem bioética desse evento, mostrando a instrumentalização de sujeitos socialmente vulneráveis no Brasil para o treinamento de estudantes estrangeiros, travestida de prática filantrópica, e que pôs em risco comunidades de baixa renda no Brasil”.
À partir do ocorrido, os autores levantam algumas questões éticas, entre elas: “Que modelos de comportamento esses jovens acadêmicos poderão incorporar em suas futuras práticas terapêuticas infringindo as leis de um país estrangeiro e a ética norteadora da profissão, ao executarem práticas de grande risco em um local com precárias condições? “
O artigo completo pode ser acessado aqui, e é recomendável para subsidiar questões importantes da prática fisioterapêutica atual, principalmente relacionada à terapia manual.
Referência:
1. Silva LFA, Lorenzo C, Fernades BM, Crocomo PL. Illegal practicing of chiropractic by Americans in socially vulnerable populations in the state of Santa Catarina: a bioethical analysis. Revista Brasileira de Bioética. 2010; 6 (1-4): 85-97.
Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte e incluído o link para acesso direto.

terça-feira, 8 de março de 2011

Principais publicações de estudos clínicos em Fisioterapia


É pessoal, não é fácil tentar deixar o blog atualizado como ele merece. Nem sempre há tempo para isso, mas demanda há em demasia!

Pois desde novembro de 2010 que tento publicar esta postagem, que relata os achados do artigo de um colega brasileiro, Dr. Leonardo Oliveira Pena Costa, publicado na Physical Therapy1, que identificou os principais periódicos que publicam estudos clínicos de fisioterapia, de melhor qualidade e maiores fatores de impacto.

Para enumerar este ranking de periódicos de interesse para a prática baseada em evidências dos fisioterapeutas, os autores consideraram: o número de estudos clínicos publicados, a média da escala PEDro (escala que avalia a qualidade dos estudos clínicos) de todos os estudos; a média da escala PEDro dos últimos 10 anos (2000-2009), e o fator de impacto do periódico. E o resultados foi:

Conforme número de artigos publicados, periódicos específicos de fisioterapia ficaram em 8º lugar – Physical Therapy, 20º Journal of Physiotherapy e 22º Jounal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy. Os principais foram:

  1. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation (365 estudos);
  2. Clinical Rehabilitation (247 estudos);
  3. Spine (200 estudos);
  4. British Medical Journal (190 estudos);
  5. Chest (185 estudos).
Conforme a média da escala PEDro de todos os estudos:

  1. Journal of Physiotherapy (média = 6,4/10);
  2. JAMA (6,1);
  3. Stroke (5,8);
  4. Spine (5,7);
  5. Clinical Rehabilitation (5,6).
Conforme a média da escala PEDro dos últimos 10 anos:

  1. Journal of Physiotherapy (6,9/10);
  2. JAMA (6,9);
  3. Lancet (6,8);
  4. BMJ (6,3);
  5. Pain (6,3).
Conforme o fator de impacto (2008):

  1. JAMA
  2. Lancet
  3. BMJ
  4. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine
  5. Thorax
Perceba que, os jornais com maiores números de estudos clínicos foram diferentes dos que continham estudos de melhor qualidade. A maioria dos melhores artigos foram publicados em periódicos médicos. Destaque pode ser percebido pela periódico da Associação Australiana de Fisioterapia (Journal of Physiotherapy), por conter os estudos de melhor qualidade, além do Clinical Rehabilitation.

Entre suas conclusões, os autores sugerem que, fisioterapeutas que queiram manter-se atualizados lendo as melhores evidências disponíveis sobre os efeitos de intervenções fisioterapêuticas devem abrir seus horizontes para além de periódicos exclusivos de Fisioterapia, e alertam ainda que estudos de alta qualidade não são publicados, necessariamente, em periódicos de alto impacto.

Referência:

1. Costa LOP, Moseley AM, Sherrington C, Maher CG, Herbert RD, Elkins MR. Core journals that publish clinical trials of Physical Therapy interventions. Physical Therapy. 2010 Nov; 90 (11): 1631-40.

Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte e incluído o link para acesso direto.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Atualizações da PEDro


Prezados colegas:

A base de dados chamada PEDro (Physiotherapy Evidence Database) divulgou em seu último comunicado que continha 17.336 documentos até 11 de outubro de 2010. Destes:

- 14.090 são estudos clínicos randomizados (12.827 deles classificados conforme a qualidade metodológica);

- 2.510 revisões sistemáticas; e

- 644 diretrizes clínicas baseadas em evidência;

A despeito da falta de conhecimento massivo desta base de dados, podemos ressaltar a utilização dos brasileiros, atualmente responsável por 10% de todas as pesquisas na base de dados, terceiro lugar entre todos os países do mundo, ficando atrás apenas da Autrália, pais sede, e dos Estados Unidos. Segundo seu balance, no mês de setembro de 2010, a base de dados foi utilizada em média 5.154 vezes por dia, sendo os países abaixo os 10 maiores usuários, de janeiro até setembro de 2010:
19%    Austrália
15%    Estados Unidos
10%    Brasil
5%    Holanda
5%    Itália
4%    Portugal
3%    Alemanha
3%    Suíça
3%    Reino Unido
3%    Nova Zelândia
Para tentar responder dúvidas clínicas e começar pesquisas sobre assuntos na área fisioterapêutica, pesquisar na PEDro é fundamental, pois reúne material relevante, já classificado conforme a qualidade do mesmo, e mais importante, seu acesso é livre!
Para experimentar, acesse aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fator de impacto da Revista Brasileira

Complementando a postagem de 15 de agosto deste ano (ver aqui), gostaria de citar que, já em agosto de 2010 foi divulgado o fator de impacto da Revista Brasileira de Fisioterapia no ISI-JCR: 0,338.

Segundo seus editores: "Tal conquista é o resultado do esforço coletivo dos pesquisadores, que têm envidado esforços para produzir no Brasil, um periódico de nível internacional, que contribua e fortaleça as áreas de Fisioterapia e Ciências da Reabilitação". Eles agradeceram "o empenho dos autores, revisores e editores que contribuíram diretamente para esta conquista" e conclamaram a todos para que fortaleçam este fator de impacto.

E como podemos fazer isso? Primeiramente, seguindo a solicitação do corpo editorial do periódico que, sem desmerecer os demais, representa a mais alta produção do conhecimento fisioterapêutico nacional, e, por conseguinte, a capacidade intelectual do fisioterapeuta brasileiro. Empenhando-nos, em massa, em várias frentes de batalha, na competição da bibliometria mundial. Devemos citar estudos deste periódico em publicações internacionais, mais e cada vez mais. E o mais difícil, direcionar material de qualidade, aptos para aceite em revistas internacionais, para a Revista Brasileira de Fisioterapia, que, pelas regras de pontuação de currículo, pode representar um verdadeiro exercício de altruísmo.

Á despeito de críticas sobre os indicadores de acompanhamento do sucesso dos periódicos, como o fator de impacto, questionado em sua confiabilidade pelo grande número de autocitações em alguns periódicos com grande fator de impacto no Brasil1, a mesma estratégia é utilizada amplamente em periódicos internacionais, e pode significar que assuntos tratados em números anteriores da revista ainda estão vivos, promovendo debate e conhecimento.

Longe de ser um númeor que mereça um periódico da sua importância, penso que este 0,338 talvez reflita a limitação que temos em citar autores e produtos nacionais. Mas acredito que, como vários periódicos nacionais com inclusão recente no ISI, observaremos uma curva ascendente deste referencial de uma profissão que cresce esmagadoramente, não apenas em números, mas também em conhecimento em todas as suas áreas, e otimismo dos envolvidos com a produção deste conhecimento2.

Parabéns, vida longa e ascendente fator de impacto a Revista Brasileira de Fisioterapia!

Referências:

1. Moser ADL. Editorial. Fisioter Mov. 2010 jul/set; 23 (3): 347-8.

2. Coury HJCG, Mancini MC. Um triênio de conquistas conjuntas no CNPq. Rev Bras Fisioter. 2010 jul-ago; 14 (4): v-vii.

OBS: Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte.

domingo, 29 de agosto de 2010

Publicar ou perecer

No mundo acadêmico, tão importante quanto fazer a descoberta é divulgá-la entre os pares, papel das revistas científicas. Editor de uma delas, Carlo Magenta Cunha fala no Estúdio CH sobre a importância, as dificuldades e o futuro de tais publicações.

Para ouvir a entrevista sobre processo de publicação, fator de impacto, e acesso as publicações, acesso o link abaixo:

Publicar ou perecer — Instituto Ciência Hoje

OBS: Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte.

domingo, 15 de agosto de 2010

Mudaram alguns Fatores de impacto este ano

Recentemente foram atualizados os resultados referentes a 2009 dos fatores de impacto das principais publicações mundiais. 

Preparamos um comparativo entre os resultados de algumas publicações nos anos de 2008 e 2009 para observar o movimento de subida e descida de algumas publicações.
Graf 1- Fatores de impacto dos 10 principais periódicos de Medicina de 2008 e 2009

Graf 2 - Fatores de impacto dos 15 principais periódicos da área de reabilitação de 2008 e 2009
Podemos ver nas figuras algumas mudanças que ocorreram com as colocações dos principais periódicos de medicina (Graf 1), da área da Reabilitação (Graf 2) e dos principais periódicos nacionais (Graf 3) neste ranking mundial, como se fosse uma "bolsa de valores"

O New England Jornal of Medicine sofreu uma leve queda, mas permanece isolado em primeiro lugar. A mesma queda ocorreu com o JAMA que perdeu o segundo lugar para o LANCET. Em curva ascendente destaque a COCHRANE, que ficou entre os 10 mais citados, em uma ascendência ano a ano.

Todos os dados foram baseados no fator de impacto produzido pela editora Thompson e Reuters e publicada anualmente pela ISI - Web of Knowledge através da Journal Citation Reports -JCR.



Graf 3 - Fatores de impacto dos 10 principais periódicos brasileiros de 2008 e 2009.
OBS: Quatro deles não possuíam avaliação em 2008.
 Destacamos as alterações ocorridas nos índices das publicações do Brasil (Graf 3), onde 4 dos 10 principais jornais  não possuiam fator de impacto no ano passado, o que dá a entender que muitos periódicos nacionais terão destaque mundial crescente nos próximos anos.

A Revista Basileira de Fisioterapia ainda não possui fator de impacto pois o mesmo ainda está sendo calculado. Aguardaremos ansiosos pelo resultado no próximo ano.

Para mais detalhes sobre fator de impacto, clique aqui e aqui.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Efetividade do protetor solar questionada

Vimos com curiosidade a troca de correspondências ocorrida em julho no The Lancet (FI=28,409), debatendo alguns resultados do estudo de Madan e colegas1, publicado em fevereiro/2010. Em um gráfico (figura ao lado), os autores apresentaram  o  aumento das vendas de protetor solar per capita desde 1990 nos Estados Unidos e Inglaterra, porém a incidência de câncer de pele acompanha este crescimento.
A partir dos dados deste estudo, Handel e Ramagopalan2 sugeriram que o aumento do consumo de protetor solar não está relacionado com melhor proteção da população contra o câncer de pele, condição importante para a saúde pública. Sugerem que este recurso talvez não esteja sendo usado de forma adequada, ou pode até mesmo estar sendo inefetivo. Além disso, o seu uso teria o risco potencial de inibir a síntese de vitamina D.
Em resposta, Madan e colegas3 questionam o raciocínio de que a exposição ao protetor solar não se traduz em redução de risco de câncer. Explicam que, embora não se conseguiu comprovar proteção contra o melanoma e o carcinoma das células basais, há ampla evidência do efeito protetor contra carcinoma de células escamosas e lesões precursoras.
Esclarecem ainda que outros estudos demonstraram que o protetor solar pode induzir um comportamento de abuso a exposição solar, o que poderia contribuir para o aumento da incidência da doença, pelo aumento do tempo a exposição a radiação UV.
Mesmo assim, defendem que o uso de protetor solar deve ser recomendado como uma abordagem custo-efetiva para se prevenir o câncer de pele, em especial o carcinoma de células escamosas.
Pontos interessantes:
- O questionamento de uma recomendação amplamente feita em campanhas de prevenção e quetemos como praticamente inquestionável, á partir de dados epidemiológicos.
- O aumento do risco da doença por um comportamento ao pensar que está imune. Ou seja, ao usar protetor solar nos sentimos protegidos e nos arriscamos ficando mais tempo expostos ao sol, o que aumenta o risco.
Por via destas dúvidas, e como já dizia Jorge Ben: “prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não faz mal a ninguém”.  Mas o comportamento é crucial!

Referências:
1. Madan V, Lear JT, Szeimies R-M. Non-melanoma skin cancer. Lancet. 2010 Fev;375:673-85.
2. Handel AE, Ramagopalan SV. The questionable effectiveness of sunscreen. Lancet. 2010 Jul;376(9736):161-2.
3. Madan V, Lear JT, Szeimies R-M. The questionable effectiveness of sunscreen: authors' reply. Lancet. 2010 Jul;376(9736):162.
OBS: Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte.

domingo, 11 de julho de 2010

Biblioteca Cochrane: novo número, novo fator de impacto


Cochrane Library: new issue, new impact factor
A Biblioteca Cochrane (site), mantida pela Colaboração Cochrane (site) é considerada hoje uma das maiores e melhores fontes de evidências de efeitos clínicos na área da saúde e acabou de lançar o número 7 de 2010.
Em seu editorial (acesse aqui)1, David Tovey destacou pontos fortes da biblioteca, formada por uma rede de centenas de colaboradores, quase que na totalidade voluntários, distribuídos em mais de 100 países, que mantêm mais de 500 revisões sistemáticas atualizadas, as quais vem sendo utilizadas por agências internacionais (incluindo a Organização Mundial de Saúde), para nortear tomadas de decisões de pacientes, consumidores, profissionais de saúde e gestores.
Neste mês comemorou o aumento do seu fator de impacto para 5,653, mantendo a tendência de crescimento (2007=4,654, 2008=5,182). As revisões mais citadas e as mais acessadas podem ser visualizadas abaixo.
Mais citados em 2009
Mais acessados em 2009 (Textos completos)
Terapia de reposição de nicotina para a cessação tabágica
64
Intervenções para o tratamento da obesidade em crianças
10432
Antidepressivos para deixar de fumar
60
Intervenções para prevenção de quedas em idosos vivendo na comunidade
8904
Agonistas parciais do receptor da nicotina para a cessação tabágica
52
Intervenções para a prevenção da obesidade em crianças
8096
Intervenções para melhorar a aderência da medicamentação
45
Intervenções para prevenção de quedas em idosos
7177
Cuidados para o paciente internado em Unidade de AVC
45
Exercício ou exercícios e dieta para prevenir o diabetes tipo 2
5814
Hipotermia para recém-nascidos com encefalopatia hipóxico isquêmica
42
Programas de atividade física baseados na escola para promoção da atividade e aptidão física para crianças e adolescentes com idades entre 6-18
5192
Antidepressivos para dor neuropática
37
Superfícies de apoio à prevenção de úlcera de pressão
5071
Imunoterapia injetável para rinite alérgica sazonal
34
Intervenções para melhorar a aderência à medicamentação
5044
Corticosteróides para meningite bacteriana aguda
32
Terapia de reposição de nicotina para a cessação tabágica
4549
Análogos de insulina de ação prolongada versus insulina NPH para diabetes mellitus tipo 2
32

Destaco o número de acessos das revisões sobre quedas em idosos, na tabela acima, e ainda uma nova revisão sobre o uso de musicoterapia para lesões cerebrais adquiridas que tem mostrado efetiva na recuperação da marcha pós AVC (acesso aqui).
Referência:
1. Tovey D. Impact of Cochrane Reviews [editorial]. The Cochrane Library 2010 (7 July). http://www.thecochranelibrary.com/details/editorial/756937/The-Impact-of-Cochrane-Reviews-by-Dr-David-Tovey.html (accessed 11 Jul 2010).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Revista Fisioterapia em Evidência

É com satisfação que apresentamos a revista homônima deste site "Fisioterapia em Evidência".

Lançada em abril de 2010, não tem vinculação com este blog ou com seu proprietário, mas divide a concepção nominal e o interesse por informação científico relevante para uma boa prática clínica.

Segundo sua apresentação pela responsável editorial, Dra. Sandra Mara Meireles Adolph, "A  revista  Fisioterapia  em  Evidência  é uma  publicação  eletrônica  semestral, com  o  objetivo  de  divulgar produção científica  da  área  de fisioterapia.  Pretende incentivar fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde ao aprofundamento científico. A  revista  recebe apoio  e patrocínio da Faculdade Dom Bosco de Curitiba."

Seu número um traz cinco artigos de varios formatos e sobre diferentes assuntos. Duas séries de casos, um com mulheres sedentárias, e outro com mulheres praticantes de dança do ventre; um estudo clínico comparativo fase I sobre fibroedema gelóide; um estudo transversal sobre necessidade de fisioterapia numa unidade de saúde; e uma revisão de literatura.

Para acessar todos os números na versão eletrônica, clique aqui

Desejo boa sorte a equipe editorial e vida longa ao periódico.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como os pacientes são prejudicados na busca pelo lucro

"A ocultação do conhecimento é a arma usada rotineiramente pela indústria para não revelar resultados de testes clínicos com resultados negativos. O resultado, muitas vezes, é a morte do paciente."

Longe de ser novidade, questões éticas e a competição de interesse no trabalho e em pesquisas são recorrentes no dia-a-dia da atenção a saúde das pessoas. Afinal, quem não percebe o cabo de guerra da prescrição orientada pela indústria farmacêutica contra a indicação dos demais recursos terapêuticos não halopáticos, mesmo com o suporte das evidências, por exemplo?

Pela complexidade do tema, pela qualidade do artigo e relevância do mesmo na área da saúde, recomendo o acesso ao artigo “Arquivos Secretos da Medicina: como os pacientes são prejudicados na busca pelo lucro”.

São comentários sobre o artigo "Reporting bias in medical researche - a narrative review", publicado no Jornal Trials (Fator de Impacto = 1.743 ).  Se preferir o artigo original, acesse aqui .

Vale o alerta de que uma adequada prática clínica baseada em evidências visa minimizar viéses, inclusive econômicos, e as questões levantadas no artigo devem ser analisadas sob uma ótica de como os aspectos globais da saúde (visando benefícios individuais) afetam nossas práticas locais, e algumas vezes podem nos influenciar a fazer opções terapêuticas que nem sempre são as melhores para os pacientes.

Recomendo considerar na reflexão não apenas a medicina, mas todas as áreas da saúde na interpretação deste texto, pois é uma narrativa sobre ética, provas científicas e acesso a informação, temas comuns a todas as profissões da saúde.

Arquivos Secretos da Medicina: como os pacientes são prejudicados na busca pelo lucro
Por: Dra. Anna-Sabine Ernst – IQWiG
Fonte: Diário da Saúde
 

"Ninguém sabe quantas vidas de mães e bebês foram salvos pelo fórceps obstétrico. Esse dispositivo tem sido parte do equipamento padrão de todas as maternidades há cerca de 250 anos. Entretanto, paira uma sombra sobre essa história de sucesso: depois que os irmãos Chamberlen desenvolveram o fórceps, no início do século 17, eles e seus descendentes usaram-no por 3 gerações, mas o mantiveram em total segredo dos outros médicos. Ao mesmo tempo em que, graças ao fórceps, a família Chamberlen se tornava rica e famosa, mães e bebês continuaram morrendo no resto do mundo, porque era como se o fórceps ainda não existisse, já que ele não estava disponível em nenhum outro lugar.
 

Segredos na Medicina
 

A história do fórceps obstétrico é um dos mais antigos exemplos documentados mostrando quais são as conseqüências que o segredo pode ter na medicina. Mas está longe de ser o único.
Continua aqui ...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Revista Brasileira de Fisioterapia

Brazilian Journal of Physical Therapy

Quero destacar a postagem do Blog Mais Fisio (link aqui) do dia 13 de abril, que divulgou que a Revista Brasileira de Fisioterapia foi indexada no MEDLINE. Acrescento a ótima notícia também de sua inclusão no Journal of Citation Report (JCR), o que, nos próximos anos, indicará seu fator de impacto1.

Mais do que consolidar a importância deste veículo para as pesquisas nas áreas da Fisioterapia, estas inclusões sirviram como um ponto a ser ponderado pelos autores na escolha do periódico para publicação de pesquisas brasileiras de qualidade.

Mas vem a pergunta: - Por que dar preferência aos periódicos nacionais se, mesmo a CAPES, qualifica melhor publicações internacionais? Os motivos são vários, e alguns até polêmicos2. Porém, se nossas pesquisas crescem em quantidade e possivelmente em qualidade, poderemos ter, em breve, um periódico fisioterapêutico entre os melhores do Brasil e quem sabe, de destaque mundial. SIIIIIMM... Por que não?

Pode parecer inocência, contudo me lembro de um texto de um professor da UNIFESP (infelizmente não achei a fonte) que criticou os autores brasileiros por não citarem outros autores brasileiros, e ainda, não prestigiarem periódicos nacionais para publicar suas pesquisas. No mesmo artigo, o professor sugeriu uma fórmula relativamente simples, bem aplicada por alguns autores e periódicos internacionais: publicar seu primeiro artigo na sua nacionalidade de origem (nacionais), e a partir das demais publicações, fazer questão de citar este primeiro. Isso valorizará a primeira publicação, além do que, elevará o fator de impacto do periódico que primeiro apoiou sua pesquisa. Outra sugestão de alguns periódicos feitas no processo de revisão ou nas orientações aos autores é citar outros estudos publicados naquela revista. Tudo contribuirá para elevar o número de citações, dará visibilidade a estes artigos, e elevará seu fator de impacto.

Se observarem artigos da Physical Therapy (Fator de Impacto = 2,19), perceberão que em alguns há mais do que cinco citações dela mesma. A tendência é obvia. Seu fator de impacto subirá rapidamente nos próximos anos.

Fica a dica para autores da Fisioterapia brasileira, iniciantes ou não. Citem os colegas brasileiros, bem como os periódicos de sua área. Atualmente, contamos com a Revista Brasileira de Fisioterapia como uma referência importante para viabilizar uma estratégia de valorização profissional conjunta, que passa também pelo peso dos nossos periódicos aos olhos estrangeiros.

Quem sou eu para “aconselhar” estes editores. Eles sabem o que fazem! Mas espero que possamos, pelo menos, refletir sobre isso e valorizar a Nossa Revista!

Referências

1. Catai AM, Grossi DB, Mancini MC. Ano Novo: Renovação da editoria e novos desaios. Rev bras fisiot. 2010 jan/fev;14(1):v.
2. Coura JR, Willcox LC.
Fator de impacto, produção científica e qualidade das revistas médicas brasileiras. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 2003 April;98(3):293-7.