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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Treinamento em base de dados de Fisioterapia


A EBSCO está gentilmente oferecendo a fisioterapeutas convidados por este blog e pela página do Facebook Fisioterapia Baseada em Evidência (aqui), gratuitamente e através de teleconferência o seguinte treinamento:

Rehabilitation Reference Center (RRC).

Este treinamento está sendo organizado por Carolina Fraga e está agendado para:

14 de Outubro de 2013, as 20:00 horas 
(Horário Padrão da América do Sul - Leste, Brasília, GMT-03:00) 

O que é RRC? 
O Rehabilitation Reference Center (RRC) oferece informações atualizadas e relevantes para que fisioterapeutas possam conduzir o tratamento personalizado no local de atendimento, utilizando a melhor evidência disponível. Seu conteúdo inclui cerca de 550 comentários clínicos e mais de 150 instrumentos de pesquisa, além de 9.800 imagens de exercícios.

Para mais informações e inscrição, acesse este endereço aqui e registre-se.
Número da sessão: 644 297 902, não requer senha do registro. 

Após ser aprovado pelo organizador, você receberá um e-mail de confirmação com instruções para entrar na sessão.

Para exibir em outros fusos horários ou idiomas, clique aqui. Para assistência, você pode entrar em contato com Carolina Fraga em: cfraga@ebscohost.com.

Aproveite a oportunidade! Inscreva-se e divulgue aos seus amigos. 
Aguardamos você!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Novidades

Após muito tempo parado, atualizamos algumas novidades por aqui!

Entre elas, a página Fisioterapia Baseada em Evidências no Facebook que pode ser acessado clicando aqui. Trata-se de uma alternativa mais dinâmica, instantânea e direta para divulgação de novidades de evidências na área da Fisioterapia. Acesse, curta e deixe seu comentário por lá!

Outra atualização são os fatores de impacto dos principais periódicos mundiais e nacionais, inclusive na chamada área da "Reabilitação". Merece destaque especial a Revista Brasileira de Fisioterapia, que teve fator de impacto igual a 1,0 e ocupou o 12º lugar entre os periódicos brasileiros, o que significou um grande salto desde 2009. A visualização dos periódicos de maior destaque segundo o Journal Citation Reports (JCR) pode ser visualizado em infográficos disponíveis na aba do menu superior intitulada "O que é Fator de Impacto (FI)?", ou diretamente aqui.

Outra novidade é a disponibilização de uma planilha dinâmica com a atualização do Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (3ª versão), publicada em 08/07/2013 e disponível no final do menu lateral direito do site ou diretamente por aqui. Foram disponibilizados apenas alguns procedimentos, mais à nível ambulatorial e domiciliar e tem objetivo apenas informativo.

Desejamos bom proveito das ferramentas disponibilizadas.

domingo, 30 de setembro de 2012

Ferramentas de avaliação do risco de fratura

Fonte
Identificar e prevenir fatores de risco a saúde dos idosos são ações primordiais no estudo do envelhecimento, também chamada gerontologia. As quedas constituem um problema incipiente e com grande repercussão para o indivíduo, sua família e para a sociedade, que assume esta grande carga. As fraturas estão relacionadas com as quedas e à osteoporose. A triagem da osteoporose tem sido proposta como fator de prevenção de fraturas. Além da densitometria óssea, ou como complemento dela, vários instrumentos são propostos, inclusive pela Organização Mundial da Saúde, todos gratuitos e disponíveis on line.

Os recursos citados adiante não servem para avaliar o risco de queda, cujos instrumentos de triagem podem ser testes clínicos bastante simples, como o Teste de Levantar e andar cronometrado (Timed Get Up and GO Test, entre outros - veja publicações relacionadas aqui e aqui), mas para avaliar o risco de fratura em caso de queda por osteoporose/osteopenia. Sabemos que o exame de escolha é a densitometria óssea, nem sempre acessível a todos. Assim, alguns instrumentos podem auxiliar como ferramentas de rastreio ou para triagem para indicar a densitometira apenas pacientes com maior risco. Além disso, são propostas para direcionar o tratamento medicamentoso.

É fato que nem sempre se dispõem de um computador, quiçá uma conexão com a internet. Porém, no caso de existir pelo menos um computador, é possível utilizar apenas a planilha Chamada SAPORI, extremamente simples, útil e validada para a população brasileira. Serve para o rastreio de indivíduos mais predispostos a fraturas por osteoporose e indicar a densitometria de forma mais racional e precisa **.

Para mais informações importantes sobre o rastreio do risco de fraturas por osteoporose, acesse este artigo do BMJ, disponível aqui, artigo atual, de excelência, didático e esclarecedor. Caso haja limitação com a língua, utilize o tradutor do navegador Chrome, ou copie o atalho do artigo neste endereço aqui.

As ferramentas propostas neste artigo podem ser acessadas através dos links abaixo. Fique a vontade para incluir seu comentário sobre o assunto.

Ferramentas de avaliação do risco de fratura:
*FRAX (clique aqui), a ferramenta de avaliação do risco de fratura da Organização Mundial da Saúde pode ser usada por pessoas com idade entre 40-90 anos, com ou sem valores de densidade mineral óssea. OBS: Não validado para a população brasileira.
*QFracture (clique aqui) pode ser usado por pessoas com idades entre 30-85 anos de idade. Os valores de densidade mineral óssea não podem ser incorporados no algoritmo de risco.
**SAPORI. (acesse aqui) instrumento simples, útil e válido, em nosso meio, para identificação de mulheres, na pré, peri e pós-menopausa, com maior risco de osteoporose e fratura por fragilidade óssea denominado SAPORI – São Paulo Osteoporosis Risk Index.

OBS: Os instrumentos acima foram idealizados para serem utilizados por profissionais de saúde em serviço. Se você for leigo, por favor, peça orientações adequadas apenas ao profissional de saúde de sua confiança e que seja capacitado na área.
Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte e incluído o link para acesso direto.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Paralisia facial e fisioterapia atual

A paralisia de Bel, ou mais atualmente chamada de paralisia facial idiopática, é uma doença aguda do nervo facial que produz perda parcial ou total dos movimentos de um lado da face. A paralisia facial recupera-se espontaneamente sem qualquer tratamento na maioria das pessoas, mas não em todas.

Recursos fisioterapêuticos como exercícios faciais, biofeedback, laser, eletroterapia, massagem e termoterapia são comumente utilizados para acelerar a recuperação, melhorar a função motora da face, ou tratar as seqüelas dos indivíduos que não tiveram melhora espontânea.

Este mês a Biblioteca Cochrane (Fator de impacto 2010=6,186) traz a atualização da revisão sistemática sobre Fisioterapia na Paralisia facial idiopática (veja aqui), primeiramente publicada em 2008. 

Nesta atualização foram incluídos 12 estudos com 872 indivíduos, a maioria com alto risco de viés. Destes, quatro estudos avaliaram a eficácia de estimulação elétrica (313 participantes), outros três estudos avaliaram exercícios faciais (199 participantes) e outros cinco estudos combinaram diferentes formas de fisioterapia com acupuntura (360 participantes).

Principais evidências:

- Há evidencias de um único estudo de qualidade moderada de que os exercícios faciais são benéficos para os casos crônicos de paralisia facial (mais de nove meses após a paralisia);

- Há evidências de outro estudo de qualidade moderada que os exercícios faciais podem ajudar a reduzir sincinesia motora (uma seqüela da paralisia facial) e o tempo de melhora;

- Há dados insuficientes para se decidir se a eletroestimulação funciona, pois foram identificados estudos com alto risco de viés que tiveram resultados contraditórios;

- A mesma conclusão ocorreu com estudos que associaram acupuntura e recursos fisioterapêuticos como exercícios faciais e eletroterapia;

- Não foram encontrados estudos randomizados específicos com indivíduos com paralisia facial idiopática que avaliassem a eficácia dos demais recursos como o laser, biofeedback, estimulação com crioterapia, termoterapia, massagem, etc., e assim, não foi possível avaliar o risco e efetividade destes recursos.

Conclusões:

Os exercícios faciais parecem auxiliar na melhora da função facial, principalmente em pessoas com paralisia moderada e nos casos crônicos. Parece também que em casos agudos (com menos de três semanas), os exercícios faciais podem ajudara a reduzir o tempo de melhora. Porém esta evidência ainda é frágil, e mais estudos clínicos são necessários para melhores avaliações sobre os riscos e benefícios dos diversos recursos fisioterapêuticos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Doença de Ménière

“A quantidade de informações no mundo dobrou nos últimos dez anos e continua a dobrar a cada 18 meses. Porém, aproximadamente 150 anos se passaram desde que Prosper Ménière descreveu pela primeira vez a constelação de sintomas que é chamada Doença de Ménière, cuja etiologia definitiva e o tratamento resolutivo estão ainda faltando.” Foi assim que iniciou o editorial do jornal Otalaryngologic Clinics of North America (FI=1,136), divulgado este mês, com um número só sobre este problema1.
A também chamada Síndrome de Ménière é uma doença do ouvido interno caracterizada por ataques de vertigem, perda auditiva, plenitude aural e zumbido. Á princípio, tem origem idiopática e não se conseguiu atribuí-la a qualquer causa2. Ainda há dúvidas sobre se o que causaria fenômenos vestibulares e auditivos teria origem em alguma doença metabólica, do desenvolvimento, genética, auto-imune ou infecciosa. Provavelmente é multifatorial1.
A incidência e prevalência variam muito, de acordo com os estudos. São mencionadas prevalências entre 3,5/100mil e 513/100mil. Um grande estudo com mais de 60 milhões de pessoas encontrou uma prevalência de 190 casos a cada 100 mil habitantes (1,89 mulheres para cada homem), que aumenta com a idade. As limitações provocadas pela doença são substanciais, especialmente na qualidade de vida 3.
Operacionalmente falando, a Doença de Ménière é um ouvido frágil, ou poderia ser definido como um ouvido em degeneração, que tem sua homeostasia abalada, resultando em instabilidade da audição e do equilíbrio. Não há um teste clínico definitivo para a doença, e seu principal diagnóstico diferencial é a enxaqueca. Os ataques podem ser controlados na maioria dos casos, mas a perda auditiva tendem a não responder com o tratamento4.
É defendido que um processo chamado hidrópsia endolinfática seja responsável pela doença, sem uma definição do mecanismo exato, uma vez que nem sempre a presença de hidropsia resulta em sintomas. Mesmo assim, evidencias indicam que o controle da hidropsia pode ser a chave para manter a doença em remissão e controle dos sintomas5.
Há casos, como para algumas mulheres com a doença, em que ocorre piora dos sintomas durante o período pré-menstrual, assim como enxaqueca. Nestes casos, um calendário controlando os sintomas, dieta e a menstruação podem ser úteis para o entendimento da doença e ajudar no tratamento. Dieta com restrição de sódio (sal) e diuréticos são efetivos para auxiliar no controle dos sintomas para a maioria dos pacientes6.
Acomete adultos, entre 20-60 anos, e ocorre em mais de 10% de pacientes com mais de 65 anos. O tratamento em idosos é desafiador pela polifarmácia. Nestes casos, alguns remédios (antivertiginosos:betahistidina, cinarizina) dão bons resultados em efeitos secundários menores. Em contraste, outras drogas (supressores vestibulares: thiethylperazin) devem ser evitadas por longos períodos pelos efeitos colaterais. Procedimentos cirúrgicos são opcionais e caso dependentes. Terapia ablativa pode ser eficiente em casos de ataques de queda, pelo risco potencial de outras lesões e conseqüências sociais da queda no idoso7.
O tratamento principal não é cirúrgico, porém a falta de entendimento da natureza da condição torna impossíveis tratamentos definitivos. O tratamento moderno é focado para controlar os sintomas8.
Os sintomas flutuantes de perda auditiva, zumbido e sensação subjetiva de ouvido cheio (plenitude aural) são acompanhados de vertigem. Ao longo destes sintomas, pacientes crônicos desenvolvem sintomas de desequilíbrio e instabilidade que se estendem além dos períodos de crise e contribuem para a deficiência e reduzem a qualidade de vida. Por isso, a Fisioterapia (através da Reabilitação vestibular) tem sido indicada após a perda vestibular ter sido estabilizada pela ablação vestibular, ou para pacientes estáveis em tratamento medicamentoso sem flutuação dos sintomas. Quando utilizada adequadamente, é capaz de promover melhora subjetiva das queixas e do equilíbrio mensurado objetivamente. Há iniciativas propondo a extensão da reabilitação vestibular para pacientes não estáveis também9.

Referências:
1. Harris JP, Nguyen QT. Meniere's Disease: 150 years and still elusive Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):xiii-xiv.
2. Agrawal Y, Minor LB. Physiologic effects on the vestibular system in Meniere's Disease. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):985-93.
3. Alexander TH, Harris JP. Current epidemiology of Meniere's Syndrome. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):965-70.
4. Rauch SD. Clinical hints and precipitating factors in patients suffering from Meniere's Disease. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):1011-7.
5. Salt AN, Plontke SK. Endolymphatic Hydrops: Pathophysiology and Experimental Models. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):971-83.
6. Andrews JC, Honrubia V. Premenstrual exacerbation of Meniere's Disease revisited. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):1029-40.
7. Vibert D, Caversaccio M, Häusler R. Meniere's Disease in the elderly. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):1041-6.
8. Greenberg SL, Nedzelski JM. Medical and noninvasive therapy for Meniere's Disease. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):1081-90.
9. Gottshall KR, Topp SG, Hoffe ME. Early vestibular physical therapy rehabilitation for Meniere's Disease. Otolaryngologic Clinics of North America. 2010 Oct;43(5):1113-9.


OBS: Respeite o trabalho alheio! Copiar estas postagens é permitido, desde que citada devidamente a fonte.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Revista Fisioterapia em Evidência

É com satisfação que apresentamos a revista homônima deste site "Fisioterapia em Evidência".

Lançada em abril de 2010, não tem vinculação com este blog ou com seu proprietário, mas divide a concepção nominal e o interesse por informação científico relevante para uma boa prática clínica.

Segundo sua apresentação pela responsável editorial, Dra. Sandra Mara Meireles Adolph, "A  revista  Fisioterapia  em  Evidência  é uma  publicação  eletrônica  semestral, com  o  objetivo  de  divulgar produção científica  da  área  de fisioterapia.  Pretende incentivar fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde ao aprofundamento científico. A  revista  recebe apoio  e patrocínio da Faculdade Dom Bosco de Curitiba."

Seu número um traz cinco artigos de varios formatos e sobre diferentes assuntos. Duas séries de casos, um com mulheres sedentárias, e outro com mulheres praticantes de dança do ventre; um estudo clínico comparativo fase I sobre fibroedema gelóide; um estudo transversal sobre necessidade de fisioterapia numa unidade de saúde; e uma revisão de literatura.

Para acessar todos os números na versão eletrônica, clique aqui

Desejo boa sorte a equipe editorial e vida longa ao periódico.

sábado, 15 de maio de 2010

A vertigem cardiogênica é mais freqüente que se pensa


Dizziness is heart-related more often than not

Um novo estudo publicado esta semana no Annals of Family Medicine   (FI = 3.541)1 mostra que as doenças cardiovasculares são a causa mais comum de vertigem nos idosos atendidos na clínica geral, contrariamente a outros estudos feitos em serviços secundários ou terciários que mostraram que a causa mais comum de vertigem é a disfunções do sistema vestibular no ouvido interno.

Os autores realizaram um estudo com 417 idosos (65-95 anos), através da Universidade de Amsterdã, na Holanda. Os pacientes foram avaliados de forma padronizada por um médico de família, um geriatra, um médico do lar de idosos ao procurar atendimento por queixa da vertigem.

A pré-síncope (tonturas quando de pé causada por hipotensão) foi identificada em 69% dos pacientes. Embora 44% dos pacientes tinham mais de um tipo de tontura, o grupo identificou as doenças cardiovasculares como a causa mais comum de tontura (57%), seguido pela doença vestibular periférica (14%) e doenças psiquiátricas (10%). Tontura como efeitos adversos de drogas foi encontrada em 23% dos pacientes, um percentual expressivo ao se comparar com outros estudos. 

A investigação sistemática da tontura de um paciente pode identificar fatores contribuintes que podem ser tratados, como efeitos adversos de drogas, que podem ser resolvidos ajustando a medicação, problemas de estabilidade, que podem ser atenuados com fisioterapia e treino de equilíbrio, ou talvez a correção da visão, explicam os autores. "Uma abordagem que considera múltiplas causas da tontura em idosos pode, se não resolver o problema de tontura, conduzir a uma redução clinicamente relevante de deficiências que contribuem para a tontura", concluem Maarsingh e colaboradores1.

Referência:



Acupuntura: a tradição antiga encontra a ciência moderna


Acupuncture: ancient tradition meets modern science

Dado que é um tratamento relativamente seguro e amplamente executado, a questão se a acupuntura é ou não um tratamento de saúde eficaz, portanto, é altamente relevante. É por isso que os grupos de pesquisa da Colaboração Cochrane têm preparado várias revisões sistemáticas que avaliam a eficácia da acupuntura para problemas de saúde.

O grupo Cochrane de Medicina Complementar  apóia e promove a produção de Revisões Cochrane de acupuntura, e, nesta semana, ajudou a preparar uma coleção especial, com mais de 25 assuntos já publicados na Biblioteca Cochrane, como mostrado abaixo (ou aqui, no original).

Lamentavelmente, nesta listagem, não há a conclusão dos autores sobre a efetividade dos recursos, ou seja, o estado atual das evidências para aquela abordagem, mas já serve como guia para vislumbrar a riqueza de possibilidades oferecidas pela técnica. Os estudos podem ser acessados na íntegra através da Bireme.

Mesmo não sendo acunputurista, sempre fui simpatizante da filosofia do tratamento.

Seguem os links com o recurso de tradução para o português.

Asma
Olhos e visão
Doenças gastrointestinais
Dor de cabeça
Saúde Mental
Lesões músculo-esqueléticas (incluindo artrite)
Náuseas e vômitos
Doenças neurológicas (incluindo acidente vascular cerebral)
Distúrbios do sono
Tabagismo e dependência de drogas
Saúde da Mulher
Acupuntura para fibróides uterinos

Mais dados sobre efetividade da acupuntura neste blog

domingo, 9 de maio de 2010

AVC: atendimento em casa ou no ambulatório, qual a melhor estratégia?


Stroke: home or ambulatory physical therapy, what is the best strategy?
Na abordagem fisioterapêutica de pacientes neurológicos, algumas questões são polêmicas e discutidas infinitamente, uma vez que não há evidências suficientes para dar suporte para qualquer decisão. Alguns exemplos são: o momento de alta fisioterapêutico após um AVC, o tempo de tratamento ideal, o local ideal (em casa ou na clínica), etc.
Neste mês, o Jounal of the Neurological Sciences (Fator de Impacto = 2,359) publicou um trabalho1 cujo objetivo foi avaliar as mudanças no status de saúde percebida pelos pacientes com seqüelas leves e moderadas após AVC, através do “Sickness Impact Profile”, ao longo de 5 anos, comparando-se grupos de pacientes atendidos em casa e na clínica logo após a alta hospitalar.
Foram divididos randomicamente 83 pacientes, em dois grupos, 42 deles receberam fisioterapia domiciliar e 41, fisioterapia ambulatorial. Os autores concluíram que o desfecho, a longo prazo, acerca do status de saúde percebida, foi mais favorável após o tratamento domiciliar, e generalizaram que o fator ambiental é um componente chave a ser considerado no processo de reabilitação.
Não houve diferenças na saúde entre os dois grupos ao se considerar a pontuação total do questionário, inclusive nas dimensões física e psicossocial. No entanto, no grupo ambulatorial, a percepção de saúde deteriorou significativamente ao longo dos cinco anos (p=0.05), principalmente em relação aos cuidados corporais.
Antes de se generalizar as conclusões, vale levantar algumas limitações do estudo, principalmente na apresentação dos desfechos. Lamentavelmente, os resultados das outras seis escalas de funcionalidade utilizadas foram descritas apenas no início do estudo, e não para os meses subseqüentes.  Após 5 anos, haviam apenas 28 (66%) pacientes no primeiro grupo e 22 (53%) no segundo. Julga-se ser um fator importante, pois apenas metade de um dos grupos completou o estudo. A mortalidade nos grupos foi de 20% no grupo domiciliar e 30% no grupo ambulatorial, porém nada foi comentado a este respeito. A importância destes números é que, se realizada uma análise por intenção de tratar, os pacientes perdidos por morte ou desistências, deveriam ser analisados como tendo o pior desfecho nas escalas, o que poderia modificar os resultados e conclusões.
O gráfico com os resultados do estudo mostra as percentis (cada pedaço de cada “rolo de macarrão” representa os resultados de 25% dos pacientes, sendo quanto maior o valor, pior é o resultado). Percebe-se que, em média, a percepção de ambos os grupos melhorou – valores menores - com o tempo, de forma mantida no grupo domiciliar e piorou um pouco no grupo ambulatorial entre 1 e 5 anos.
Podemos especular questionando a manutenção do tratamento fisioterapêutico ambulatorial de forma contínua (por vários anos) e suspeitar ainda que uma intervenção domiciliar após um ano de atendimento ambulatorial poderia potencializar os ganhos.
E você, o que acha? Que tal a proposta baseada apenas neste estudo? Qual a sua opinião?


Referência: 
1.Ytterberg C, Thorsén A-M, Liljedahl M, Holmqvist LW, Koch Lv. Changes in perceived health between one and five years after stroke: A randomized controlled trial of early supported discharge with continued rehabilitation at home versus conventional rehabilitation Journal of the Neurological Sciences. 2010 May;In press.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Média da remuneração de estágios

Estagiários recebem, em média, R$ 683,33 no Brasil em 2010, queda de 3,2% em relação a 2009 de acordo com pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE). O estudante do curso de engenharia é o que recebe a maior remuneração, com bolsa-auxílio de R$ 1.022,30 – o curso está no topo do ranking há três anos.


O curso com a bolsa mais baixa é o de fisioterapia: média de R$ 300,44.

Leia mais aqui, ou aqui.

Exponho isto para fazer um paralelo com a remuneração média dos profissionais fisioterapeutas formados, muitos com pós-graduações e cursos de extensão. Na realidade, o salário de estagiários de outras áreas é luxo para profissionais de nível superior em nossa área.

Porém, quem pode valorizar nossa mão de obra não é apenas o mercado, livre, competitivo e impiedoso, mas nós mesmos, colegas de profissão, acima de tudo! Qualificação, organização, consciência  e parceria são fundamentais para desviarmos desta tendência de desvalorização.

E vou mais longe... Prezado colega, ou ajuda, ou dá licença!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Revista Brasileira de Fisioterapia

Brazilian Journal of Physical Therapy

Quero destacar a postagem do Blog Mais Fisio (link aqui) do dia 13 de abril, que divulgou que a Revista Brasileira de Fisioterapia foi indexada no MEDLINE. Acrescento a ótima notícia também de sua inclusão no Journal of Citation Report (JCR), o que, nos próximos anos, indicará seu fator de impacto1.

Mais do que consolidar a importância deste veículo para as pesquisas nas áreas da Fisioterapia, estas inclusões sirviram como um ponto a ser ponderado pelos autores na escolha do periódico para publicação de pesquisas brasileiras de qualidade.

Mas vem a pergunta: - Por que dar preferência aos periódicos nacionais se, mesmo a CAPES, qualifica melhor publicações internacionais? Os motivos são vários, e alguns até polêmicos2. Porém, se nossas pesquisas crescem em quantidade e possivelmente em qualidade, poderemos ter, em breve, um periódico fisioterapêutico entre os melhores do Brasil e quem sabe, de destaque mundial. SIIIIIMM... Por que não?

Pode parecer inocência, contudo me lembro de um texto de um professor da UNIFESP (infelizmente não achei a fonte) que criticou os autores brasileiros por não citarem outros autores brasileiros, e ainda, não prestigiarem periódicos nacionais para publicar suas pesquisas. No mesmo artigo, o professor sugeriu uma fórmula relativamente simples, bem aplicada por alguns autores e periódicos internacionais: publicar seu primeiro artigo na sua nacionalidade de origem (nacionais), e a partir das demais publicações, fazer questão de citar este primeiro. Isso valorizará a primeira publicação, além do que, elevará o fator de impacto do periódico que primeiro apoiou sua pesquisa. Outra sugestão de alguns periódicos feitas no processo de revisão ou nas orientações aos autores é citar outros estudos publicados naquela revista. Tudo contribuirá para elevar o número de citações, dará visibilidade a estes artigos, e elevará seu fator de impacto.

Se observarem artigos da Physical Therapy (Fator de Impacto = 2,19), perceberão que em alguns há mais do que cinco citações dela mesma. A tendência é obvia. Seu fator de impacto subirá rapidamente nos próximos anos.

Fica a dica para autores da Fisioterapia brasileira, iniciantes ou não. Citem os colegas brasileiros, bem como os periódicos de sua área. Atualmente, contamos com a Revista Brasileira de Fisioterapia como uma referência importante para viabilizar uma estratégia de valorização profissional conjunta, que passa também pelo peso dos nossos periódicos aos olhos estrangeiros.

Quem sou eu para “aconselhar” estes editores. Eles sabem o que fazem! Mas espero que possamos, pelo menos, refletir sobre isso e valorizar a Nossa Revista!

Referências

1. Catai AM, Grossi DB, Mancini MC. Ano Novo: Renovação da editoria e novos desaios. Rev bras fisiot. 2010 jan/fev;14(1):v.
2. Coura JR, Willcox LC.
Fator de impacto, produção científica e qualidade das revistas médicas brasileiras. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 2003 April;98(3):293-7.